Vacinas sempre em dia

Entenda a importância da regularização da carteira vacinal de seu filho

0
248

Algumas doenças infectocontagiosas, como a poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatite, formas graves de tuberculose e varicela, podem ser evitadas por meio da vacinação, por isso fazem parte do Calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI). Para que as campanhas sejam efetivas, é necessária a adesão da população.

Quando todos se comprometem com a imunização, cada indivíduo cria anticorpos que combatem vírus e bactérias e, dessa forma, coletivamente, as doenças começam a ser erradicadas.

Movimento antivacina

Um estudo fraudulento publicado em 1998 por um médico britânico sem autorização para fazer testes clínicos, chamado Andrew Wakefield, que relacionava a vacina tríplice viral com os casos de autismo, criou pânico em todo Reino Unido. Esse temor foi rapidamente disseminado por pais de todo o mundo, incluindo o Brasil.  E mesmo após a comprovação da adulteração dos dados do estudo e também da retratação da revista científica de Medicina que publicou o tal estudo, até hoje, a história persiste, fazendo muitos pais fugirem das vacinas.

Dessa forma, sarampo, poliomielite, coqueluche, rubéola e difteria foram reintroduzidas na sociedade.

"Embora estudos e pesquisas científicas demonstrem que vacinas são seguras, eficazes e capazes de evitar milhares de mortes ao redor do mundo, muitos pais ainda buscam na internet informações para formar opiniões sobre a saúde de seus filhos. O ressurgimento de doenças antes consideradas erradicadas é fruto dessas informações imprecisas, de fontes não confiáveis."
Dra. Andrea Dambroski
Pediatra do Colégio Positivo
Surto de sarampo

Em Curitiba, um surto recente de sarampo, importado de São Paulo, preocupa os órgãos de saúde, já que a meta de vacinação segue abaixo do esperado.  

Como proteger as crianças do contágio?

Vacinando! As vacinas servem para que as pessoas não contraiam nem transmitam as doenças.

  • Crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem tomar a chamada Dose Zero.
  • Crianças que completarem 12 meses (1 ano) devem tomar a primeira dose, independentemente da Dose Zero. A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses de idade – o que vai imunizá-las por toda a vida.

De acordo com a Lei Estadual n° 19.534, publicada em 4 de junho de 2018, para a criança ser matriculada em uma escola é obrigatória a apresentação da carteira vacinal ou da declaração da atualização vacinal.

Essa medida visa prevenir a propagação das doenças entre os estudantes.

E atenção, para que o surto seja controlado, os adultos também devem se vacinar! Até 29 anos, são necessárias duas doses. Se não tiver tomado nenhuma durante a infância, toma-se as duas, ou se tiver tomado apenas uma, recomenda-se completar o esquema com a segunda aplicação.

Dos 30 aos 49 anos, é necessária apenas uma dose. Gestantes não devem se vacinar.

As vacinas dupla viral, tríplice viral e tetra viral estão disponíveis na rede pública e privada. Alérgicos à proteína do leite não devem tomar a vacina fornecida pelo Serum Institutte of India, pois a mesma contém lactoalbumina e pode desencadear reação.

O Colégio Positivo reforça a necessidade da vacinação e da entrega desses documentos para assegurar os cuidados e a atenção à saúde das crianças e adolescentes que frequentam a escola. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here