Como falar sobre o coronavírus com crianças e jovens?

O diálogo precisa acontecer

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As medidas estão sendo tomadas para controlar a pandemia. Ainda assim, muita gente continua assustada. Se está difícil para os adultos assimilarem esse cenário, imagine para as crianças! A frase de ordem, para começar, é: “vai ficar tudo bem”. Saiba que, para cada faixa etária, há a melhor maneira de levar a informação e, sobretudo, de tranquilizar. Confira:

Até seis anos: converse da forma mais didática possível. Por exemplo, você pode falar que o vírus se trata de um bichinho que causa uma gripe muito séria e que ainda não têm remédios para tratá-la. Para essa faixa etária, é interessante utilizar exemplos: coloque uma vasilha com água e purpurina representando o coronavírus. A criança molha a mãozinha, tenta lavá-la para tirar a purpurina e ela não sai, toca em algo e essa purpurina gruda. Até que ela precisa lavar muito, mas muito bem, as mãos, para que saia. Isso vai mostrar que ela precisa cuidar dela e do próximo.

De sete a 12 anos: eles já assimilam o que estão ouvindo ora no noticiário, ora em casa entre os familiares. É necessário manter a calma e o controle perto dos filhos. Fale, sim, sobre a gravidade da situação, mas esclareça que, com os devidos cuidados, como o recesso escolar e as práticas de higiene, essa pandemia irá passar.

Adolescentes: eles já formam suas opiniões sobre o que veem ao redor e nas redes sociais. Aqui, é mais difícil que ele aceite um simples “vai ficar tudo bem”. O cenário apresentado precisa ser realista, porém otimista.

Independentemente da idade, o mais importante é dar atenção aos medos da criança e do jovem, dizer a verdade sem alarmismo, contar histórias similares que já enfrentamos, como a do H1N1 e de outros casos que ficaram marcados na História. Sobretudo, engaje-os a fazer a sua parte no universo, seguindo as condutas de higiene e prevenção.

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