O que uma escola internacional deve ter?

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Com o atual cenário de globalização e a percepção sobre a importância de trocas culturais em alta, a procura por escolas internacionais vem crescendo, devido à notoriedade que conquistaram pela formação diferenciada que oferecem.

Mas você sabe o que realmente caracteriza uma escola internacional?

A maioria das escolas internacionais são credenciadas pela International Baccalaureate (IB), instituição suíça que tem o foco de ensino baseado em formar alunos pensadores críticos, capazes de compreender-se como cidadãos do mundo.

Na escola internacional, desde os anos iniciais, os alunos já têm o inglês inserido na rotina estudantil e esse contato vai se intensificando ao longo dos anos. No Ensino Médio, os estudantes já são introduzidos em um método que se volta quase 100% para a língua estrangeira. A fluência do aluno em outro idioma é decorrente de um convívio constante com o inglês.

O primeiro e um dos principais aspectos pertencentes a uma escola internacional é a abertura a novas ideias e propostas, sejam pedagógicas ou tecnológicas. Todos que compõem esse ambiente devem estar cientes de que estão o tempo todo submetidos a transformações. A zona de conforto é algo que passa longe desse cenário.

Conexões que ultrapassam limites

Quem é que não gosta de conversar, contar sobre como foi o dia e dividir experiências com o outro? Agora, imagine esse contato entre pessoas de países diferentes. Quanto assunto deve render, não é mesmo? Seja por carta, troca de mensagens ou vídeo-chamadas, na escola internacional os alunos vivem essa diversidade cultural, pois, constantemente, estão em contato com estudantes do mundo todo, construindo laços e mergulhando em outras culturas.

Uma comunidade escolar engajada

A relação entre família e escola vem se transformando e protagonizando muitas discussões. Entretanto, uma coisa é certa: não é de hoje que a participação dos pais no processo de aprendizado dos filhos é crucial e faz toda a diferença, principalmente, para os estudantes. Na escola internacional, essa presença familiar é ainda mais evidenciada.

Nesse ambiente, diversas atividades buscam inteirar cada vez mais os pais do cenário estudantil no qual os filhos estão inseridos. Além disso, as famílias participam do processo de enriquecimento cultural dos alunos, sempre contribuindo com elementos que remetam às suas origens e a de seus filhos, construindo uma cultura participativa.

Outro ponto interessante é o engajamento dos professores na formação do aluno. Em uma escola internacional, o objetivo é que os profissionais da educação estejam preparados para contribuir com a formação do senso crítico dos estudantes e, principalmente, entendam que os alunos têm plena participação no processo de aprendizagem, interagindo, questionando e sempre “borbulhando” novas ideias.

A educação da escola internacional foca a formação do aluno como um bom estudante e, também, como um cidadão empático e indivíduo autônomo, que sabe se portar diante de diversas situações. Aqui, não se aprende simplesmente por obrigação. O objetivo é ter gosto por tudo que aprende e estar em um processo constante de busca pelo conhecimento.

Mais do que uniformes diferenciados ou materiais didáticos que envolvam a língua inglesa, uma escola internacional tem uma missão que foca não só os resultados finais, mas o processo que o aluno passa para chegar “até lá”. Além da língua estrangeira, “cultura”, “empatia” e “senso crítico” são palavras que resumem essa modalidade de aprendizagem.

Em uma escola internacional, os alunos não são preparados para provas. São preparados para o mundo.” – *Michelline Baptista de Macedo Ramos, coordenadora do programa IB de um colégio internacional, em Curitiba (PR).


 

 

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