Qual a idade certa para aprender a ler e escrever?

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Muitos pais ficam aflitos quando o assunto é a alfabetização de seus filhos.

Qual é o momento ideal para ele aprender a ler e escrever”, eles se perguntam. De fato, esse é um tema que gera dúvidas tanto para os pais quanto para os educadores, porque cada ser humano segue um ritmo próprio de desenvolvimento e aprendizado.

O que é certo, no entanto, é que, para que esse processo tenha início, é necessário que a criança conquiste habilidades importantes.

A Educação Infantil é a etapa do percurso escolar em que o pequeno é preparado para a aprendizagem da leitura e da escrita.

“De maneira lúdica, ele é incentivado a explorar o mundo por meio do tato, das cores, das formas e dos sons e a socializar, apropriando-se da aquisição da linguagem”, explicam as professoras Marina Jorge e Kaline Mazur, gestoras da Educação Infantil do Colégio Positivo – Júnior. Segundo elas, na Educação Infantil, trabalham-se qualidades decisivas na alfabetização: autoestima, autoconfiança e segurança emocional, por exemplo.

Perceba e respeite o ritmo de seu filho

Cada um de nós é um sujeito único. Esse fato é suficiente para entendermos que as fases da aprendizagem acontecem em momentos diferentes conforme o indivíduo. “Cada criança tem o seu tempo e o seu estímulo natural. Não há uma idade exata para começar a ler e a escrever”. Porém, Marina e Kaline esclarecem que as estruturas cognitivas que dão suporte a esse processo já estão formadas por volta dos seis ou sete anos de idade.

A alfabetização tem início na Educação Infantil, mas ela se concretiza nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Segundo as professoras, as metodologias voltadas para esse contexto não devem se restringir à apropriação da leitura e da escrita – mais do que isso, é fundamental que elas abranjam a formação de cidadãos críticos. “A função dos educadores é abrir caminhos para que os próprios alunos descubram, de forma consciente, as estratégias de assimilação desse conhecimento”, dizem.

Aprender a ler e escrever é uma delícia!

Quanto mais lúdico for o percurso da alfabetização, mais frutífero ele será. A linguagem que as crianças dominam é a da brincadeira, e isso significa que o aprendizado da leitura e da escrita deve ser permeado pela surpresa, pela diversão. Explorar materiais concretos que envolvam o aluno em vivências e experiências é superimportante para ajudá-lo a absorver esse conhecimento, que será aprimorado nos níveis subsequentes do desenvolvimento.

A criatividade é manifestada, reconhecida e cultivada nas atividades que a alfabetização propõe. Ouvir, criar e contar histórias, observar fotografias e outras imagens, explorar recursos musicais, brincar com as palavras e fazer passeios, entre outras situações, oportunizam a ampliação do repertório cultural dos pequenos. Não apenas os professores, mas também a própria família desempenha um papel fundamental nesse processo.

Os familiares podem contribuir de muitas maneiras, especialmente na organização da rotina dentro de casa. Determinar um espaço para que a criança possa criar e estudar é um bom exemplo”, contam as professoras. Além disso, estimulando o exercício de pequenas tarefas e ensinando o cuidado com pertences individuais, os pais ajudam no florescer da autoconfiança em seus filhos – qualidade essencial para a aceitação de erros e para a compreensão de que as tentativas fazem parte da aprendizagem.

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