Coordenação motora: ajude o seu filho a desenvolvê-la!

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Qualquer movimento que fazemos no dia a dia depende de coordenação motora. Essa é uma importante capacidade que o nosso corpo tem de manipular objetos, executar ações e até de se manter estruturalmente equilibrado.

Ela começa a ser desenvolvida nos primeiros meses de vida, mesmo que involuntariamente.

Por esse motivo, tanto a escola quanto a família representam um papel fundamental no processo de desenvolvimento da coordenação motora nas crianças.

“A coordenação motora é a utilização eficiente e precisa dos músculos do corpo por meio de comandos enviados pelo cérebro. Ou seja, é a realização de movimentos que apresentam relação entre si, podendo ser executados em diferentes formas, ordens, amplitudes e velocidades”, detalha a professora Bárbara Chinaglia Tagata, assessora de Educação Física da Educação Infantil do Colégio Positivo. 

Basicamente, esse conceito é subdividido em outros dois: coordenação motora grossa (que engloba movimentos corporais de membros superiores e inferiores, como caminhar, correr, pular, saltar e rastejar) e coordenação motora fina (que abrange movimentos mais delicados, de músculos pequenos e específicos, como escrever, desenhar, recortar e encaixar). O desenvolvimento saudável dessas duas “categorias” é essencial para o crescimento do indivíduo.

Dos 4 aos 5 anos: importantes habilidades

A faixa etária dos quatro aos cinco anos marca o término da Educação Infantil e o início do Ensino Fundamental. Esse é um período cheio de aprendizados em termos de coordenação motora. As crianças já são capazes de utilizar a tesoura, copiar linhas e formas e vestir-se de maneira independente, por exemplo. Elas também realizam gestos motores por meio da locomoção, manipulação e estabilização de forma livre, direcionada e adequada, como saltar com diferentes combinações, rebater de maneira dispersa e rolar para frente. 

Além disso, segundo a professora Bárbara, é nessa idade que se inicia a alfabetização, com o encanto do aprender a ler e a escrever.

Os pequenos descobrem como ler e escrever seu nome e copiar e compreender algumas palavras”, diz. Na escola, muitas atividades são realizadas com o propósito específico de auxiliar no desenvolvimento da coordenação. Como profissionais que compreendem as etapas do desenvolvimento infantil, os professores planejam ações que sejam adequadas para cada faixa etária.

Nas aulas de Educação Física e práticas esportivas, por exemplo, os alunos adquirem habilidades motoras por meio das capacidades de locomoção, estabilização e manipulação – desenvolvendo, assim, a coordenação motora grossa. Em determinadas atividades pedagógicas, por sua vez, como as aulas de Artes e Música, eles aprimoram as aptidões manuais, como segurar corretamente o lápis, recortar e pintar, melhorando, dessa forma, a coordenação motora fina.

Como a família pode ajudar?

Assim como a escola, a família pode – e deve – contribuir para o processo de desenvolvimento da coordenação motora nas crianças. Para isso, os pais precisam entender quais estímulos podem ser oferecidos e a maneira ideal de fazer isso. “Esses estímulos devem ser feitos sem exageros e de acordo com a fase da criança. Lembremo-nos sempre de que cada criança é um indivíduo diferente, com suas particularidades”, complementa Bárbara.

De acordo com a professora, a ludicidade é uma boa maneira de contribuir para essa evolução. Confira alguns exemplos:

a) pintar, desenhar, rabiscar, recortar e amassar papel;

b) explorar brinquedos de encaixar e desencaixar (Lego);

c) guardar os brinquedos em caixas;

d) apertar botões (controle remoto, som…);

e) produzir som com utensílios domésticos (colher de pau, panelas, potes…);

Sempre que vocês passearem em ambientes externos, estimule a imaginação de seu filho:

f) caminhar em uma ponte (meio-fio);

g) pular como um sapo (com os dois pés simultaneamente);

h) esconder-se de alguém (abaixar atrás da árvore).

Ajudar seu pequeno a adquirir e desenvolver a coordenação motora não é tão difícil, como você pode ver.

Coloque essas dicas em prática e conte também com a escola nesse processo!

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