Máscaras em crianças e adolescentes: quando e como usar?

Por Dra. Andréa Dambroski

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Após a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarar pandemia mundial do novo coronavírus, o Ministério da Saúde passou a recomendar o uso de máscaras para toda a população como uma das principais medidas de proteção e controle da disseminação do vírus.

Além das medidas de higiene e distanciamento social, o uso de máscaras é recomendado como uma proteção adicional para aqueles que precisam se deslocar ou frequentar locais públicos. Mesmo máscaras de tecido podem ser eficazes, tanto para conter secreções de pessoas doentes quanto para proteger a população de gotículas eliminadas por aqueles que eventualmente estejam contaminados e que sejam assintomáticos.

E quem deve usar? A indicação é para TODOS, exceto crianças menores de dois anos de idade, pessoas com dificuldade respiratória ou aqueles que não têm capacidade de tirar a própria máscara sem assistência.

No entanto, especialmente para crianças, alguns pontos merecem atenção com relação ao uso adequado:

  • É importante que as máscaras sejam confeccionadas nas medidas certas para a idade e o tamanho da criança
  • Devem cobrir totalmente a boca e o nariz
  • O ideal é que fiquem bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais
  • Evitar tecidos que possam irritar a pele, como poliéster puro ou sintéticos
  • Preferir tecidos de algodão, com dupla camada
  • Lembrar que a máscara, seja descartável ou caseira, é de uso INDIVIDUAL
  • Trocar a máscara a cada duas horas ou antes, se estiver úmida
  • Para lavá-las, utilize água e sabão em abundância ou água sanitária (uma colher de sopa diluída em 500 ml de água), deixando de molho por 30 minutos
  • Higienizar as mãos sempre antes de colocar e depois de retirar a máscara
  • Retirar sempre pelo elástico, evitando tocar na parte da máscara que estava em contato com o rosto
  • Devem ser embaladas individualmente em envelope de papel e colocadas em saco plástico
  • Antes de utilizar, assegurar-se de que a máscara esteja limpa, sem rupturas e seca
  • Não ficar tocando a máscara ou o rosto, pois isso aumenta o risco de contaminação

Ainda que em muitos casos as crianças não apresentem sintomas ou complicações da doença, elas são consideradas importantes transmissoras do vírus. Nesse caso, o uso das máscaras diminuiu a transmissibilidade, principalmente quando em contato com pessoas do grupo de risco.

Entretanto, é importante salientar que seu uso deverá sempre ser supervisionado por algum adulto. Caso o uso seja incorreto, deve-se avaliar o real risco-benefício do uso em crianças pequenas.

Lembrando que o uso das máscaras NÃO exclui outras medidas de prevenção! Continuaremos, cada um, fazendo a sua parte e, juntos, iremos vencer esta batalha!

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