Dia dos Avós: Sabedoria que une gerações

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Afeto, aconchego, fartura… Essas são as sensações e lembranças que a palavra “avós” traz para muitos de nós. De fato, essas personalidades, que ocupam papel representativo nas famílias, são respeitadas e veneradas desde sempre, em todas as culturas. E 26 de julho é uma ocasião ainda mais especial para avós e netos aqui no Brasil: nesta data, comemoramos o Dia dos Avós.

A relação entre avós e netos habita o imaginário coletivo. Os encantos de um momento de contação de histórias, em que os netos se sentam ao redor do velhinho para ouvir causos de antigamente, já estão bem “documentados”, com a ajuda da literatura. Seja qual for o ambiente em que essa relação se dá, ela é realmente saudável e muito importante para o desenvolvimento da criança.

Memórias de uma infância feliz

A gente sabe que nem todo mundo tem sua avozinha ou seu avozinho por perto, por motivos diversos: talvez eles morem longe ou talvez já tenham morrido.

Nesses casos, é provável que exista alguma boa lembrança que se possa resgatar neste dia de celebração, e esse é, sim, um jeito honesto de manter a relação viva.

Aquelas crianças que têm a oportunidade de conviver com seus avós, seja no dia a dia ou em visitas esporádicas, podem – com a colaboração dos pais – fortalecer os laços com os velhinhos e semear recordações para o futuro. Em primeiro lugar, é importante entender que a diferença de idade não é um obstáculo para o relacionamento; ao contrário, é uma qualidade favorável. 

A distância que separa as gerações traz aprendizados. Os idosos podem ensinar às crianças hábitos de vida do passado, brincadeiras antigas e saberes que só a maturidade revela. Já as crianças podem ensinar aos idosos como lidar com as novidades sociais e, mais do que isso, como manter a criatividade, a espontaneidade, o bom-humor e a alegria.

Respeito entre gerações

Ser avô ou avó é uma condição que não precisa estar limitada a atitudes como acolher os netos, preparar receitas deliciosas ou contar histórias incríveis. Isso tudo é maravilhoso e que bom seria se realmente acontecesse em todas as famílias! Porém, agora queremos falar de uma contribuição ainda mais significativa que os avós podem oferecer para a infância de seus netos.

Segundo Bruno Souza Soares, psicólogo do Colégio Positivo, os avós têm papel importante também no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Quando a relação é próxima e amigável, abre-se um campo de confiança, em que o respeito é preservado mesmo quando a autoridade é solicitada. Assim, os netos têm um suporte a mais para crescer de maneira saudável.

Acolher sem “estragar”

Você já deve ter ouvido uma sentença clássica – e talvez até concorde com ela: “avós são campeões em estragar crianças”. De acordo com Soares, é realmente comum crianças e adolescentes recorrerem aos avós quando os pais não cedem às suas vontades. “Diante dessas situações, é compreensível a dificuldade em acolher sem acabar fazendo o que eles querem”, diz.

Mesmo assim, é fundamental que o vovô e a vovó tomem cuidado para não passar por cima da decisão dos pais – ainda que não concordem com ela. Dialogar com os netos, demonstrando compreensão e apontando as consequências positivas e negativas do que eles estão pedindo, é a maneira mais recomendável de agir nesses casos.

Longe dos netos, se for pertinente, os avós podem conversar com os pais da criança sobre o que aconteceu”, explica o psicólogo. Para ele, essa atitude fortalece a relação entre os membros da família, uma vez que os adultos falam dentro da mesma linguagem. “Crianças e adolescentes respeitam com mais facilidade decisões tomadas com acolhimento e compreensão”.

Portanto, é importante que o amor e o carinho estejam sempre presentes, entendendo que impor limites não significa perder essas virtudes. É, diferentemente disso, um modo sutil de ensinar a criança e o jovem a lidar com as pequenas frustrações da vida. Então, os avós deveriam se perguntar: “quais as verdadeiras lições que eu poderia oferecer ao meu neto?” 

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