Semana Internacional da Paz: qual a relação com a saúde emocional?

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Woman looking at the horizon, beach at sunset

Anualmente, na semana de 21 de setembro, é celebrada a Semana da Paz. A data foi estabelecida pelas Nações Unidas em 1981, com o objetivo de instigar as pessoas a refletirem sobre a paz e a fazerem algo em prol dessa causa tão necessária.

Mas você já parou para pensar no significado da paz? Para alguns, a paz pode estar no dia a dia, na relação com a família, nas amizades, na escola e principalmente nos momentos de diversão. Para outros, ela é simplesmente uma utopia. Em países que vivem constantemente em guerra, a paz é um objetivo que, muitas vezes, está longe de ser alcançado.

Segundo o dicionário Aurélio (2008), temos como significado mais comum de paz: “1. Ausência de lutas, violências ou perturbações sociais, ou de conflitos entre pessoas. 2. Restabelecimento de relações amigáveis entre países beligerantes.”. No entanto, o dicionário ainda coloca um outro significado, o qual está associado a “3. Sossego, serenidade.”.

Nessa perspectiva, paz não é somente a ausência de conflitos, de maneira ampla, mas também é o sentir-se bem, a sensação de sossego, a ausência de medo, em toda sua amplitude, e a liberdade para se expressar nos mais diversos contextos. E há um conjunto de elementos fundamentais para que uma pessoa se sinta bem, entre eles: igualdade social, estabilidade, boas relações interpessoais, oportunidades etc.

Ambientes marcados pela desigualdade e pela injustiça, os quais não promovem o diálogo, a troca de ideias e a valorização da diversidade, não são ambientes pacíficos. É como já dizia a famosa banda O Rappa:

 “Paz sem voz não é paz, é medo”.

Ou seja, quando o sentimento de medo cala uma pessoa, não há paz. Calar-se por medo da violência, por exemplo, não representa paz. Então, a paz não é somente a ausência de conflitos, pois conflitos não são ruins. Muito pelo contrário; às vezes, de situações conflituosas surgem novas ideias e novos horizontes.

Mas o que isso tem a ver com saúde emocional?

O desenvolvimento da empatia, que inclui a possibilidade de se colocar no lugar do outro, o diálogo e a escuta, contribui significativamente para a promoção da saúde emocional das pessoas e, consequentemente, para o incentivo à cultura da paz. E a escola pode auxiliar na promoção dessa cultura.

Crianças e adolescentes que são educados em ambientes que proporcionam reflexões sobre o olhar para o outro, a empatia e o respeito às diferenças certamente serão adultos melhores. Para além da noção de paz como ausência de conflitos, o incentivo a reflexões como estas auxilia fortemente na construção de um mundo mais pacífico (em todos os sentidos). E como a escola é um dos espaços nos quais eles interagem uns com os outros e passam a maior parte de seu tempo, por meio dela, é possível estimular esses comportamentos e valores.

E o Colégio Positivo já vem fazendo isso. Além de promover constantemente o relacionamento saudável, a empatia e a escuta, o colégio também faz parte de ações mais amplas, como o PEA-Unesco (Programa das Escolas Associadas da Unesco), que tem como objetivo estimular projetos relacionados à ampliação da consciência de cidadania. Ao integrar esse projeto, a escola incentiva as relações saudáveis entre as crianças e adolescentes, desenvolvendo cidadãos cada vez mais conscientes da importância de escutar e estar ali para o outro.

Segundo o próprio programa PEA-Unesco:
“O principal benefício é participar de uma comunidade que trabalha pelo mesmo objetivo, troca informações, compartilhamento de projetos e ideais. Isso catalisa os esforços e repercute positivamente nas escolas, que podem ampliar o trabalho pela cultura da paz, em todas as suas formas”.

Para entender um pouco mais sobre o papel da escola na promoção da saúde mental de crianças e adolescentes, ouça o primeiro episódio do PosiCast – podcast que aborda o tema “Escola, saúde mental e empatia”, com participação especial de Bruno Souza Soares, Psicólogo Educacional do Colégio Positivo.

 

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