Novas experiências, adrenalina e impulsividade. Uma pesquisa levantada por Sarah-Jayne Blakemore, do Instituto de Neurociência Cognitiva da University College London, mostrou que adolescentes costumam se expor a riscos devido às sensações que essas situações provocam. Basta surgir uma ideia inconsequente para despertar o desejo de experimentar essas emoções.

Agora, some isso ao fato de que os adolescentes costumam reproduzir, em massa, comportamentos que consideram legais, e à facilidade de comunicação que a internet proporciona. Então, em pouquíssimo tempo, ao toque de um dedo, temos um “desafio” sendo compartilhado por inúmeros jovens, que não medem as consequências por trás dessas brincadeiras perigosas. Inclusive crianças menores acabam tendo acesso ao conteúdo, por diversos motivos.

A “roleta humana”, conhecida também como “desafio da rasteira” ou “quebra-crânio”, é uma dessas situações que se popularizaram entre os adolescentes: um amigo é encorajado a pular, enquanto outros dois o derrubam no chão. Essa “brincadeira” nada inocente já causou muitos acidentes e inclusive a morte de uma adolescente no ano passado, em Mossoró – RN.  Segundo nota emitida pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), “esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral”.

O que podemos fazer para conter essa onda?
Diálogo, conscientização e supervisão.

Como pais, mostrar que certos comportamentos não são divertidos e nem inofensivos e reforçar as consequências por trás das brincadeiras perigosas.

Dialogar sobre conteúdos virais e as mensagens trocadas entre os colegas, além de estar por perto para apoiá-los e orientá-los sempre.

Além disso, a supervisão e o bloqueio dos conteúdos aos quais as crianças menores têm acesso é imprescindível.

O Colégio Positivo, ao tomar conhecimento dessa situação, criou uma ação de combate, levando orientação aos alunos em sala de aula, por meio da equipe pedagógica, composta pelos gestores e psicólogos das unidades.

Além disso, durante os intervalos, as unidades mantêm um controle rigoroso de supervisão dos alunos, por meio de monitores atentos a qualquer insurgência.

O colégio também conta com o Projeto de Formação Humana, um trabalho constante feito com os alunos, que traz ao debate temas que compreendem a construção da cidadania e que desenvolvem o respeito e a solidariedade.

Todas as unidades contam com serviço de psicologia escolar, que, em parceria com gestores e professores, faz o acompanhamento das turmas e dos alunos e está pronto a intervir sempre que houver situações potenciais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here